O dólar voltou a fechar abaixo dos R$ 5 nesta terça-feira (14). A moeda norte-americana registrou oscilação de 0,07% e fechou cotado a R$ 4,99 — mesmo valor do dia anterior, quando bateu o menor patamar em dois anos. Na mínima do dia, alcançou R$ 4,97.
O Ibovespa também voltou a renovar recordes: de fechamento, aos 198.773 pontos, após valorização de 0,39%; e intradiário, ao bater 199.354.
O que movimentou o mercado?
O movimento foi influenciado por expectativas de avanço nas negociações envolvendo o Irã. Declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando abertura para um acordo, ajudaram a melhorar o humor dos investidores. Nesta terça, diplomatas de Líbano e Israel se reuniram em Washington para discutir um possível cessar-fogo, enquanto há expectativa de retomada das conversas entre EUA e Irã ainda nesta semana.
Com esse cenário, os preços do petróleo caíram com força. O Brent, referência global, recuou cerca de 4,59%, cotado a US$ 94,79 por barril, enquanto o WTI caiu 7,87%, a US$ 91,28 por barril. A desvalorização impactou diretamente ações de petroleiras no Brasil, como Petrobras e PRIO, que operaram entre as maiores perdas do dia.
Apesar do alívio externo, o mercado brasileiro seguiu atento aos possíveis efeitos do conflito no Oriente Médio, especialmente sobre os combustíveis, diante do risco de impactos no fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
No radar econômico, investidores também acompanharam novos dados do setor de serviços no Brasil e indicadores de inflação ao produtor nos Estados Unidos.
Foto: Adriana Toffetti/Ato Press/Agência O Globo
Fonte: Maria Cecília Dallal e Redação – https://cbn.globo.com




