Primeira fase do Concurso Internacional da ExpoQueijo avalia cerca de mil queijos de 19 países em Araxá
A primeira fase do Concurso Internacional de Queijos Artesanais da ExpoQueijo Brasil 2026 movimentou o Grande Hotel Termas de Araxá nesta sexta-feira (26), reunindo jurados brasileiros e estrangeiros para avaliar cerca de mil queijos produzidos em 19 países. Considerada a principal atração técnica da feira, a competição é realizada por meio de degustações às cegas, sem qualquer identificação de origem ou fabricante dos produtos.
Durante toda a tarde, os jurados analisaram os queijos seguindo um protocolo internacional que considera critérios como aparência, textura, aroma, sabor e equilíbrio do conjunto. As avaliações são individuais e cada produto recebe uma pontuação técnica acompanhada de observações que posteriormente poderão servir de referência para os produtores.
“A avaliação é totalmente às cegas. Nós não temos contato com a marca nem com o nome do produtor. Primeiro observamos o aspecto global e a aparência. Depois cortamos o queijo para avaliar a textura e, por fim, analisamos aroma e sabor antes de atribuir a nota final. Também registramos observações técnicas que não fazem parte da pontuação, mas ajudam o produtor a compreender melhor o resultado”, explica a jurada Daniela Ragazzon, do Paraná.
Mais do que definir os vencedores da competição, o concurso tem como objetivo estimular a evolução da produção artesanal. As avaliações técnicas fornecem parâmetros para que os produtores aperfeiçoem processos, corrijam falhas e elevem continuamente a qualidade dos queijos. “Nosso trabalho vai muito além de experimentar queijos. A avaliação contribui para que o produtor aperfeiçoe sua produção, adote cada vez mais boas práticas de fabricação e entregue um produto de qualidade ao consumidor”, afirma o jurado Jeferson do Nascimento, do Amazonas.
A expectativa dos concorrentes também acompanha cada etapa do julgamento. Vencedor do Super Ouro da ExpoQueijo em 2025, Jaime Mendes, da Queijaria Pedra do Segredo, de Alagoa (MG), destaca o impacto que o reconhecimento trouxe para sua propriedade. “Ganhar o Super Ouro é um reconhecimento enorme. O Brasil inteiro passa a conhecer o nosso trabalho. Essa visibilidade abriu novas perspectivas para a queijaria e também para o futuro dos meus filhos”, afirma.
Para ele, a produção artesanal vai além da atividade econômica. “Quem faz queijo faz porque gosta”, resume.
Após a conclusão da primeira etapa, os produtos mais bem avaliados em cada categoria avançam para as fases seguintes da competição. A grande decisão acontece neste sábado (27), quando os finalistas disputam o título de Super Ouro.






