O PT atua para travar a criação da CPMI do Banco Master no Congresso e, com isso, conter o desgaste político do governo Lula em ano eleitoral. A sinalização mais direta veio do líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT CE), que afirmou que CPI vira palanque e disse: “Se depender de mim, não terá CPI ou CPMI”, alegando que o tema já estaria sendo apurado por órgãos como a Polícia Federal e acompanhado pelo Banco Central.
Um dado político reforça a leitura de blindagem: até aqui, ninguém do PT assinou o requerimento da CPMI, mesmo com a lista reunindo nomes de partidos que ocupam espaço no governo. Na prática, a ausência de assinaturas petistas soma se ao discurso do líder do governo para evitar que o caso avance para uma investigação parlamentar com audiência pública, convocações e exposição diária.
A crise ganhou uma camada ainda mais sensível depois de notícias de que Lula se reuniu com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em encontro fora da agenda oficial, fato que repercutiu como bomba no Planalto por ampliar o componente político do episódio.
No fim, a contradição pesa. O governo sustenta que a apuração está em curso, mas trabalha para impedir a comissão justamente onde o escrutínio é mais público. E quando surge a informação de reunião reservada do presidente com o dono do banco, a tentativa de barrar a CPMI deixa de parecer cautela institucional e passa a soar como controle de danos. Em ano eleitoral, a escolha por blindagem, e não por transparência, tende a aumentar a desconfiança e aprofundar o desgaste que o Planalto tenta evitar.
Foto: @instagram – eomundooficial.com
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