Esses ambientes são classificados como pontos estratégicos e integram um mapeamento permanente do município. Atualmente, Araxá conta com cerca de 40 pontos estratégicos, número que pode variar conforme a dinâmica urbana e a identificação de novos locais que demandem acompanhamento especial.
As ações são executadas por uma equipe específica de agentes de combate às endemias, formada, que realizam visitas a cada 15 dias. Durante o trabalho, são realizadas a remoção mecânica de materiais que possam acumular água e o tratamento focal com larvicida nos recipientes que não podem ser eliminados, como tambores e outros reservatórios de grande porte.
Além disso, a cada dois meses, os pontos estratégicos recebem a borrifação com adulticida, aplicada por meio de equipamento costal, estratégia conhecida popularmente ou fumacê. A nebulização tem como objetivo eliminar o mosquito adulto em circulação nessas áreas, reduzindo o risco de transmissão de arboviroses.
De acordo com a supervisora de turmas dos Agentes de Combate às Endemias, Tânia Estevão de Ávila Souza, o uso do inseticida costal segue protocolos técnicos e não substitui as ações preventivas, sendo restrito a situações específicas.
“O uso do adulticida segue um protocolo do Ministério da Saúde e é indicado apenas para pontos estratégicos. São locais onde o acúmulo é muito grande e exige um controle mais intensivo, algo que não pode ser feito de forma indiscriminada. Nas residências, a principal medida continua sendo a eliminação dos criadouros e a participação do morador na prevenção”, destaca.
Antes da realização da borrifação com adulticida, a Vigilância Ambiental mantém comunicação antecipada com a Associação de Apicultores do município, permitindo a proteção das colmeias e evitando impactos às abelhas.
Outras ações
Quando há notificação de casos suspeitos, positivos ou negativos de dengue, com base em dados epidemiológicos, a Vigilância Ambiental executa ações de bloqueio, com aplicação de inseticida específico em um raio de até 150 metros a partir do endereço informado.
O município também utiliza o controle biológico com peixes da espécie lebiste, empregados em fontes, tanques e piscinas desativadas, onde não há possibilidade de tratamento químico da água. A colocação dos peixes nos locais segue critérios técnicos, com monitoramento periódico para garantir a eficácia da ação.
Nos cemitérios municipais, o acompanhamento é permanente. Dois agentes atuam exclusivamente nessas áreas, em sistema de revezamento semanal entre o Cemitério São João Batista e o Cemitério das Paineiras. As ações incluem retirada de recipientes que acumulam água, eliminação de plásticos, verificação de flores artificiais e aplicação de larvicida.




