O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o Irã poderá enfrentar consequências militares “nunca antes vistas” caso instale minas no Estreito de Ormuz.
Em publicação na Truth Social, o republicano reagiu a uma notícia da CNN Internacional que afirmou que o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) começou a minar o estreito por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.
“Estamos utilizando as mesmas capacidades de tecnologia e mísseis implantadas contra os traficantes de drogas para eliminar permanentemente qualquer barco ou navio que tente minar o Estreito de Ormuz”, disse o líder norte-americano em uma publicação na rede social Truth.
O presidente dos EUA acrescentou que cerca de 10 barcos e navios de colocação de minas já foram destruídos na região.
O Estreito de Ormuz está fechado desde o dia 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Segundo autoridades norte-americanas, o processo de minagem ainda não é grande, e apenas algumas minas foram instaladas nos últimos dias.
O possível fortalecimento da segurança no estreito surge em meio a declarações dos Estados Unidos e de países da Europa sobre reabrir o local, por onde cerca de 20% do petróleo mundial é escoado.

Nos últimos dias, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou que os EUA escoltariam navios para garantir a navegabilidade na região, controlada pelo IRGC e a marinha regular iraniana.
Já na segunda-feira (9/3), Emmanuel Macron anunciou uma missão internacional, liderada pela França, para furar o bloqueio do Irã — uma retaliação aos ataques norte-americanos e israelenses contra o país.
O Estreito de Ormuz segue fechado desde o início da guerra no Oriente Médio. Com o bloqueio da entrada e saída de navios da região e a consequente paralisação no escoamento do combustível produzido em países do Golfo Pérsico, o mercado do petróleo entrou em colapso, e o preço do barril tipo brent teve alta de 16,8%, batendo a casa dos US$ 100.
Até o momento, o governo iraniano não se pronunciou sobre a possível instalação de minas no estreito.
Foto: Fatemeh Bahrami/Anadolu Agency/Getty Images
Fonte: Junio Silva – https://www.metropoles.com




