De acordo com a médica de Estratégia de Saúde da Família, Tayanna Lemos, a hanseníase é causada por uma bactéria e transmitida pelo ar, por meio de gotículas eliminadas durante a fala, tosse ou espirro de pessoas infectadas que ainda não iniciaram o tratamento. A transmissão ocorre apenas em situações de contato próximo e prolongado, como no convívio diário entre pessoas da mesma residência.
“A hanseníase não é transmitida por aperto de mão ou abraço. O contágio acontece principalmente entre pessoas que convivem por longos períodos com indivíduos infectados. Ao identificar qualquer mancha persistente, que apresente perda de sensibilidade ao toque, ao frio ou ao calor, sem melhora após alguns dias, a orientação é procurar uma unidade de saúde para avaliação médica”, destaca Tayanna.
Existem dois principais tipos da doença: a paucibacilar, considerada a forma menos grave, e a multibacilar, que apresenta maior quantidade da bactéria no organismo e maior potencial de transmissão quando não tratada. Em casos mais avançados, a hanseníase pode comprometer os nervos, provocando perda de sensibilidade, fraqueza muscular e deformidades, principalmente em mãos e pés.
O diagnóstico é feito por meio de exame clínico e, quando necessário, exames específicos. O tratamento consiste no uso de medicamentos orais, com acompanhamento das equipes da Atenção Básica, e é totalmente gratuito. “Quando o tratamento é iniciado precocemente, ele pode evitar o surgimento de sequelas. A hanseníase tem cura. Por isso, é importante que o paciente siga corretamente todas as orientações e não abandone o tratamento, que nos casos iniciais pode durar entre seis meses e um ano”, complementa a médica.
Durante o Janeiro Roxo, os profissionais de saúde reforçam a importância de não abandonar o tratamento e de buscar atendimento médico ao perceber qualquer alteração na pele. As Unidades de Estratégia de Saúde da Família estão preparadas para realizar o diagnóstico e o acompanhamento dos pacientes.
Dados da Vigilância Epidemiológica de Araxá apontam que o município registrou quatro casos de hanseníase em 2024, quatro em 2025 e um caso no início de 2026.





