A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, decidiu enviar 500 soldados a Milão para reforçar a segurança após duas noites seguidas de tumultos e saques no centro da cidade. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (19) pelo vice-premiê Matteo Salvini, líder do partido Liga.
A medida faz parte de um pacote de segurança que deve ser aprovado pelo Conselho de Ministros na próxima terça-feira (20).
Meloni se reuniu com ministros e responsáveis pela segurança para discutir novas medidas, entre elas a ampliação da detenção preventiva para adolescentes. A legislação aprovada recentemente permite que suspeitos de planejar atos violentos sejam detidos antes de manifestações.
Após dois dias de confrontos, o centro de Milão amanheceu nesta segunda com forte presença policial. Viaturas foram posicionadas na praça do Duomo, um dos principais pontos turísticos da cidade, e policiais com escudos aguardavam nas esquinas diante do receio de novos episódios de violência.
Protestos no final de semana
A polícia italiana deteve 271 jovens durante os distúrbios registrados em Milão no último domingo (18), segundo autoridades, após um segundo dia de protestos contra a precariedade dos serviços públicos e o aumento do custo de vida. Manifestantes entraram em confronto com policiais, saquearam lojas e depredaram imóveis.
Policiais usaram gás lacrimogêneo e jatos d’água enquanto centenas de manifestantes encapuzados atearam fogo a lixeiras e saquearam lojas, incluindo as de artigos esportivos Decathlon e Arc’teryx, além de uma unidade da operadora de telefonia Vodafone, no centro da cidade, segundo imagens de televisão.
Dos detidos e levados para delegacias, 32 foram presos, entre eles 23 menores de idade e 13 estrangeiros, informou a polícia nesta segunda. Outras 28 pessoas foram denunciadas às autoridades judiciais.
Os distúrbios ocorreram após confrontos semelhantes no sábado (17) em cidades do norte da Itália, incluindo Milão, Bolonha, Brescia, Bérgamo e Turim.
Os episódios lembram os distúrbios registrados na vizinha França, onde centenas de milhares de pessoas, revoltadas com o aumento do custo de vida e a piora dos serviços públicos, foram às ruas no sábado em algumas das manifestações mais violentas dos últimos anos no país.
Foto: Daniele Mascolo
Fonte: Redação – https://g1.globo.com






