• Conheça
  • Anuncie
19 de agosto de 2026
Portal do Triângulo
  • Araxá e Região
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • TV Online
  • Web Rádio
Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Araxá e Região
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • TV Online
  • Web Rádio
Sem resultados
Ver todos os resultados
Portal do Triângulo
Sem resultados
Ver todos os resultados
Home Brasil

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários

Justiça suspende demissões da Casas Bahia e prevê multas de R$ 500 por trabalhador, R$ 10 mil por novo corte e até R$ 100 mil por dia por destruição de provas.

Redação por Redação
19 de agosto de 2026
em Brasil
0
Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários
0
SHARES
9
VIEWS
FacebookTwitterWhatsapp

A Justiça do Trabalho determinou que o Grupo Casas Bahia restabeleça provisoriamente os contratos dos trabalhadores demitidos durante a nova rodada de cortes realizada em agosto e suspenda os efeitos das dispensas coletivas promovidas no âmbito da chamada “Fase 2” do Plano de Transformação da companhia.

A liminar foi concedida na noite desta terça-feira (18) pela juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 11ª Vara do Trabalho de Brasília, em ação proposta pela Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC).

A magistrada ressaltou que a decisão tem caráter provisório e foi tomada com base em uma análise inicial do caso, sem representar julgamento definitivo sobre a validade dos desligamentos.

  • A decisão envolve um número de trabalhadores que ainda não está totalmente definido. A CNTC afirma que cerca de 1,9 mil funcionários foram demitidos nos dias 13 e 14 de agosto. A própria Casas Bahia, porém, informou no pedido de recuperação judicial que aproximadamente 3 mil trabalhadores foram desligados nesta nova etapa da reestruturação.

Segundo a Justiça, o número exato de funcionários atingidos ainda será definido ao longo do processo.

Além de determinar o restabelecimento temporário dos vínculos empregatícios, a juíza proibiu a empresa de promover novas demissões coletivas ligadas à reestruturação sem a prévia intervenção das entidades sindicais.

A decisão também obriga a varejista a iniciar imediatamente um processo formal de negociação e diálogo com sindicatos e federações representativas dos trabalhadores.

Para Marcello Burle, sócio sênior da área trabalhista de Martorelli Advogados, a decisão coloca em discussão os limites da reestruturação empresarial em um cenário de crise e as garantias relacionadas à participação sindical nas demissões coletivas.

Segundo ele, o fundamento jurídico central da liminar está no Tema 638 do Supremo Tribunal Federal (STF), que estabelece a necessidade de intervenção sindical prévia em dispensas em massa.

“A recente decisão judicial da juíza Katarina Roberta Mousinho de Matos, da 10ª Vara do Trabalho de Brasília, traz à tona um importante debate sobre os limites da reestruturação empresarial e as garantias sindicais”, afirma Burle.

A decisão ocorre em meio ao agravamento da crise financeira da varejista. Dois dias antes, em 16 de agosto, o Grupo Casas Bahia havia pedido recuperação judicial para renegociar cerca de R$ 17,3 bilhões em dívidas e manter as operações.

A ação foi ajuizada pela CNTC após a reestruturação anunciada pela empresa em agosto.

Segundo a entidade, entre os dias 13 e 14 de agosto a companhia promoveu uma operação nacional que resultou no fechamento de 298 lojas e no desligamento concentrado de aproximadamente 1,9 mil trabalhadores, sem participação prévia dos sindicatos. A entidade pediu que a investigação também alcançasse eventuais demissões realizadas até 17 de agosto relacionadas à mesma operação.

A juíza observou que documentos apresentados pela própria Casas Bahia confirmam que o fechamento das lojas e a redução do quadro de funcionários fazem parte de uma única estratégia empresarial denominada “Plano de Transformação – Fase 2”.

O que a Casas Bahia terá de fazer?

A empresa terá cinco dias, contados da intimação, para restabelecer provisoriamente os vínculos dos trabalhadores abrangidos pelas dispensas realizadas nos dias 13 e 14 de agosto, bem como dos desligamentos ocorridos até 17 de agosto que integrem a mesma operação coletiva.

Na prática, os trabalhadores deverão voltar à folha de pagamento e terão restaurados os benefícios vinculados aos contratos de trabalho, explica Ronaldo Tolentino, advogado trabalhista.

No entanto, a decisão deixa claro que isso não significa retorno automático aos antigos postos de trabalho. A empresa poderá realocar empregados ou mantê-los em afastamento remunerado enquanto a medida estiver em vigor.

⚠️ Planos de saúde e demais benefícios assistenciais eventualmente cancelados em razão das demissões também deverão ser reativados em até 48 horas.

Outro ponto relevante da decisão envolve os trabalhadores que já receberam verbas rescisórias.

A juíza determinou expressamente que esses valores não precisam ser devolvidos neste momento.

Eventuais discussões sobre compensação futura, restituição ou outros ajustes financeiros serão analisadas posteriormente, após a apresentação da defesa da empresa e o aprofundamento da instrução processual.

Além do restabelecimento dos contratos, a Casas Bahia terá 48 horas para convocar a CNTC, federações e sindicatos das bases atingidas pela reestruturação e iniciar formalmente o procedimento de intervenção sindical relacionado à Fase 2 do plano.

A companhia deverá apresentar informações gerais sobre:

  • unidades afetadas;
  • quantidade de postos atingidos;
  • etapas já executadas;
  • fases ainda previstas;
  • alternativas de realocação consideradas.

A decisão ressalta que a obrigação é negociar e fornecer informações, não alcançar um acordo obrigatório com os sindicatos.

A liminar também determina que a empresa preserve documentos e registros relacionados à Fase 2 da reestruturação.

A ordem alcança e-mails corporativos, mensagens internas, planilhas, documentos de recursos humanos, arquivos em nuvem, backups, registros de folha de pagamento, históricos de alterações e demais informações relacionadas ao fechamento das lojas e aos desligamentos.

Segundo Marcello Burle, a preservação de provas é uma das obrigações centrais consideradas no caso. Ele afirma que, na petição que deu origem ao processo, foi pedido o estabelecimento de uma multa de R$ 100 mil por dia em caso de descumprimento dessa ordem, relacionada ao procedimento conhecido como legal hold.

De acordo com o advogado, a medida tem como foco impedir a destruição de dados, mensagens e documentos eletrônicos corporativos relacionados ao fechamento coordenado das 298 lojas e ao desligamento dos trabalhadores.

E essa não é a única. Se a empresa não restabelecer os contratos dentro do prazo fixado, poderá pagar outra multa de R$ 500 por dia para cada trabalhador atingido, limitada inicialmente ao equivalente a dez remunerações mensais por empregado.

Além disso, caso realize novas dispensas coletivas relacionadas à Fase 2 sem prévia intervenção sindical, a multa prevista é de R$ 10 mil por trabalhador dispensado em desacordo com a ordem judicial.

Também foram fixadas multas para eventual descumprimento das determinações de preservação de documentos e entrega das informações exigidas pela Justiça.

Na avaliação de Burle, as multas impostas em decisões liminares têm natureza coercitiva: o objetivo é pressionar a empresa a cumprir a ordem judicial, e não puni-la por uma conduta passada. Segundo ele, no caso das dispensas coletivas, a discussão está ligada justamente ao suposto descumprimento do Tema 638 do STF.

Crise financeira se agravou nos últimos anos

A decisão acontece no momento mais delicado da crise financeira da companhia.

No pedido de recuperação judicial apresentado à Justiça de São Paulo, o Grupo Casas Bahia afirmou enfrentar a pior crise financeira de sua história.

A empresa atribui as dificuldades ao período prolongado de juros elevados, ao aumento da inadimplência, à queda no consumo de bens duráveis e às mudanças no comportamento dos consumidores.

Segundo a companhia, o processo de reestruturação começou em 2023. Naquele ano, foram fechadas 55 lojas consideradas deficitárias e cerca de 8,6 mil postos de trabalho foram eliminados.

A situação se agravou em 2026. De acordo com o pedido de recuperação judicial, somente em agosto a empresa fechou quase 300 lojas e demitiu aproximadamente 3 mil trabalhadores como parte do esforço para reduzir despesas e reorganizar as finanças.

Considerando as duas etapas da reestruturação, a varejista afirma ter encerrado as atividades de cerca de 355 lojas e eliminado aproximadamente 11,6 mil postos de trabalho desde o início do processo.

Apesar dos cortes, a empresa afirma que continua sendo economicamente viável. Segundo a petição apresentada à Justiça, o grupo ainda possui mais de 20 mil funcionários e mais de 700 lojas em operação no país.

Outro ponto analisado pela juíza foi o pedido de recuperação judicial apresentado pela Casas Bahia em 16 de agosto. A solicitação ocorreu apenas dois dias depois do período apontado na ação trabalhista como o principal momento das demissões coletivas.

Segundo a decisão, a recuperação judicial não impede a Justiça do Trabalho de analisar se os desligamentos seguiram as regras aplicáveis às demissões coletivas.

Por isso, a magistrada determinou que a vara responsável pelo processo de recuperação judicial em São Paulo seja informada sobre a decisão trabalhista. A medida busca permitir a cooperação entre os dois processos.

A decisão ainda não encerra a discussão sobre as demissões.

A liminar foi concedida com base em uma análise inicial do caso. A Casas Bahia terá prazo para apresentar sua defesa e poderá entregar documentos que mostrem, por exemplo, eventual negociação prévia com os sindicatos.

Até que haja uma nova decisão, porém, os efeitos das dispensas abrangidas pela liminar ficam suspensos.

Foto: Alan Oliveira/g1

Fonte: Rafaela Zem, g1 — São Paulo – https://g1.globo.com

Post anterior

Prefeitura de Araxá inicia obras de recuperação de erosão no bairro Boa Vista

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Últimas Notícias

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários
Brasil

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários

19 de agosto de 2026
Prefeitura de Araxá inicia obras de recuperação de erosão no bairro Boa Vista
Araxá e Região

Prefeitura de Araxá inicia obras de recuperação de erosão no bairro Boa Vista

19 de agosto de 2026
Prefeitura de Araxá inicia obras de recuperação de erosão no bairro Boa Vista
Araxá e Região

Prefeitura de Araxá inicia obras de recuperação de erosão no bairro Boa Vista

19 de agosto de 2026
Prazo para lances do leilão on-line de terrenos no Distrito Industrial termina nesta sexta (21); saiba como participar
Araxá e Região

Prazo para lances do leilão on-line de terrenos no Distrito Industrial termina nesta sexta (21); saiba como participar

19 de agosto de 2026
Portal do Triângulo

A nossa história começou com a revista impressa Triângulo Esporte. A jornada em busca do melhor conteúdo continua, mas, hoje somos um portal online focado em notícias de Araxá e região, Brasil e do mundo. Nosso objetivo? Levar até você informação de qualidade, entretenimento e muito mais conhecimento!

Siga nossas redes sociais

Facebook Instagram Youtube

Notícia recente

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários

Justiça manda Casas Bahia reverter demissões; veja como ficam os funcionários

19 de agosto de 2026
  • Conheça
  • Anuncie

© 2026 - Criado e desenvolvido por CRIÁ Centro Criativo.

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sem resultados
Ver todos os resultados
  • Araxá e Região
  • Brasil
  • Mundo
  • Saúde
  • TV Online
  • Web Rádio

© 2026 - Criado e desenvolvido por CRIÁ Centro Criativo.